O que é a Aromaterapia?

A Aromaterapia é uma terapia holística que proporciona sensação de bem-estar, tanto físico quanto psicológico, com a utilização de óleos essenciais.

 

Ela mostra que há ligações entre o olfato e os sentimentos.  Ao inalar os aromas, os canais olfativos mandam a mensagem diretamente para o sistema límbico, a parte do sistema nervoso que é responsável pelas emoções.

 

Depois disso, o cérebro reage às propriedades aromáticas, modificando o humor ou o estado de espírito de alguém. Sendo assim, é possível que uma pessoa triste ou desanimada fique um pouco mais alegre ou que alguém agressivo sinta-se calmo e relaxado ao sentir o cheiro de óleos específicos para esse estado mental.

É importante não confundir óleos essenciais com essências - que não possuem qualquer tipo de efeito.

 

Os óleos essenciais são feitos a partir de plantas medicinais e possuem efeitos terapêuticos já estudados e comprovados pela ciência. A Aromaterapia pode ser utilizada todas as vezes que a pessoa sentir necessidade de buscar algum tipo de efeito terapêutico para sua vida.

 

O ideal é lançar mão dos óleos que têm mais a ver com seu momento ou ambiente no qual se encontra. Cada um oferece uma propriedade diferente e faz sentir várias sensações.

Origem

Ao que tudo indica, o Egito foi o berço da arte de destilação a seco de óleos. A arte não era usada apenas para perfumar, mas também nas cerimônias de adoração divina e em alguns processos terapêuticos. Além disso, os egípcios utilizavam gomas e óleos para embalsamar os mortos.

Até Cleópatra, a rainha do Egito, já conhecia os benefícios que a Aromaterapia podia trazer. Dizem que ela usava o poder dos aromas para seduzir seu amado Marco Antônio, impregnando as velas que serviam para iluminar suas embarcações com óleo de jasmin. Dessa forma, seu cheiro era levado pelo vento e sentido antes mesmo de sua chegada. A ideia era criar uma atmosfera de sedução para seu amante, que a esperava ansiosamente.

 

Ainda sobre Cleópatra, nas noites em que fazia amor com Marco Antônio, a rainha pedia para suas criadas mergulharem aves em recipientes contendo óleo de rosa. Quando os pássaros voavam, impregnavam o ambiente com o perfume das flores. Não é a toa que o amor dos dois marcou época e permanece até hoje no imaginário de muita gente.

No entanto, somente durante os séculos XVI e XVII os óleos essenciais começaram a circular no comércio e a Aromaterapia ganhou mais visibilidade no mundo. O nome do método, aliás, foi criado em 1928 pelo químico francês Maurice René de Gattefossé. Ao queimar seu braço e mergulhá-lo acidentalmente em óleo de lavanda, o especialista percebeu que a dor melhorou e em poucos dias o local queimado estava curado. Desde então ele se dedicou ao estudo das propriedades terapêuticas dos óleos essenciais.

Durante a 2ª Guerra Mundial, diante da escassez de antibióticos para tratar os feridos, alguns médicos fizeram tentativas com essências. Surpreendentemente o uso da técnica se mostrou eficaz para atenuar os processos de infecção.

Como funciona?

Geralmente, os óleos essenciais são muito concentrados e não devem ser utilizados em contato direto com a pele.

 

Para praticar a Aromaterapia em casa ou no trabalho, por exemplo, opte por um difusor de ambiente ou aromatizador, que podem ser elétricos ou à base de velas, e têm efeito prolongado.

Outra opção de uso dos óleos essenciais é a sua mistura com os chamados "carreadores". Os óleos essenciais não podem ser aplicados diretamente na pele, pois causam reações alérgicas ou queimaduras. Por esse motivo, é necessário utilizar essas substâncias que diminuem sua concentração - função assumida pelos óleos vegetais, como o de copaíba, amêndoas doces ou semente de uva.

Os óleos vegetais prensados a frio são os mais indicados por serem ricos em ácidos graxos insaturados e isentos de conservantes ou emulsificadores - informações que geralmente vêm no rótulo dos produtos. Esses óleos possuem propriedades que favorecem a absorção dos componentes químicos dos óleos essenciais quando aplicados na pele.

Os óleos minerais são largamente utilizados em produtos cosméticos, pelo seu baixo custo. No entanto, esse produto obstrui as glândulas de excreção da pele e, quando usado em conjunto com os óleos essenciais, também interrompe todo o seu efeito terapêutico.

Tratamento

Muitos fatores influenciam na eficácia do tratamento aromaterápico, entre eles se destacam a qualidade dos óleos essenciais, os métodos de aplicação e o conhecimento do aromaterapeuta sobre as necessidades do cliente.

É de extrema importância realizar o diagnóstico correto, portanto quanto mais honesto e sincero o cliente seja durante o diagnóstico, mais assertivo e eficaz será o tratamento. 

As propriedades dos óleos essenciais dependem dos grupos funcionais presentes no composto, e a utilização correta depende do diagnóstico feito.

Abaixo listaremos os grupos funcionais e sua utilização:

Terpenos
Esses compostos possuem efeito anti-viral, antisséptico, bactericida e anti-inflamatório. Atuam no processo de desintoxicação no fígado e estimulam as funções glandulares. Além disso, os sesquiterpenos aumentam a quantidade de oxigênio das glândulas endócrinas hipófise e pineal, localizadas no cérebro, e interferem na liberação de monoaminas.


Exemplos: limoneno, pineno, canfeno, gamaterpineno e camazuleno. Esses compostos estão presentes no limão, pinho, olíbano e camomila. Para saber mais sobre esse tema confira a matéria: "O que são terpenos?"


Ésteres
As propriedades atribuídas aos ésteres são de fungicidas, sedantes e antiespasmódicos.


Exemplos: acetato de linalila e salicilato de metila. Esses compostos estão presentes na bergamota, sálvia e lavanda.
 

Aldeídos
Agem como sedante, antisséptico e anti-infeccioso.


Exemplos: citral, neral, geranial, cinamaldeído. Presentes na melissa, no capim-limão, na citronela e canela.
 

Cetonas
Agem como descongestionante das vias respiratórias em quadros de asma, bronquite e resfriado, mas podem ser tóxicos.


Exemplos: tujona, carvona e pinocanfona. Presentes no funcho, gengibre e hissopo.
 

Álcoois
Atuam como antissépticos, antivirais e estimulam o sistema imunológico. São eficazes regeneradores de tecidos e sedativos.


Exemplos: Linalol, borneol e estragol. Presentes no pau-rosa, sândalo e gerânio.
 

Fenóis
Bactericidas, desinfetantes, anti-inflamatórios e podem ser irritantes à pele.


Exemplos: timol, carvacrol e eugenol. Presentes no tomilho, orégano e no cravo da Índia.


Óxidos
São bactericidas e expectorantes.


Exemplos: óxido de silício, ferro, manganês e magnésio. Presentes no alecrim e na melaleuca.


Ácidos
Atuam como antisséptico, diurético e antipirético. Possuem antibiótico e vitaminas.


Exemplos: Ácido benzóico, cinâmico, caféico e oleânico. Presentes no benjoim e na melissa.


Os óleos essenciais são substâncias naturais, contudo não estão isentos de toxicidade. Mesmo que o vegetal não seja tóxico, o óleo essencial extraído deste pode ser, pois são geralmente setenta vezes mais concentrados que a planta da qual foram obtidos.

 

Alguns óleos essenciais que contêm tuyona ou miristicina são considerados neurotóxicos, e podem provocar convulsões em altas dosagens. Alguns não devem ser utilizados por gestantes como o de artemísia e arruda.

Endereços:​

Barueri

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Tel.: (11) 2680-2888

São Paulo

Avenida Paulista 2073, São Paulo

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